História

HISTÓRIA

O Grupo da Fraternidade Irmã Ló possui quase 40 anos de existência enquanto instituição, mas sua idade real ultrapassa os 80 anos diante das inúmeras histórias de espíritos abnegados que, no início do século XX, contribuíram para o desenvolvimento do Movimento Espírita belo-horizontino.

As origens do Grupo Ló remontam, ainda, ao ano de 1937, com as reuniões espíritas de um grupo familiar denominado Grupo de Estudos Monsenhor Horta. Tais reuniões ocorriam na casa de Dona Clotildes de Almeida Barros (mãe de Elvira Barros, Dona Ló, e Elzira, Dona Zizi), cujo registro oficial é de 29 de janeiro de 1941.

Além de dona Clotildes, compunham o grupo: Maria Fortunato Roteia, Maria Roteia (filha), Elzira Barros, Elvira de Barros Soares, Maria Vieira Cardoso, Silvino Pereira Cardoso, José Rosseti e Jair Soares, cuja finalidade era o estudo da Doutrina Espírita e a prática da caridade em favor dos necessitados do corpo e do espírito.

Neste Grupo, em abril de 1941, foi criada uma “Caixa de Socorro” mantida pelos seus frequentadores e por terceiros, convidados a colaborar no auxílio material às pessoas necessitadas.

Primeiras reuniões na residência dos Soares

Após o desencarne da médium dona Clotildes, ocorrido em novembro de 1944, as reuniões do Grupo de Estudos Monsenhor Horta passaram a ser realizadas na casa do sr. Jair Soares, genro de dona Clotildes, e de sua esposa Elvira, a dona Ló.

Em setembro de 1946, foram implantadas reuniões mediúnicas nas quais as comunicações se estabeleciam através do antigo método de movimento de um copo. Em uma das reuniões realizadas, houve a manifestação do espírito de Manoel Luiz Soares Gomes (pai de Jair Soares), mais precisamente em 28 de outubro de 1946, respondendo ao interlocutor de forma evasiva sobre reuniões de materialização. Ele orientou que os frequentadores aguardassem a oportunidade em reuniões próprias.

Ainda no ano de 1946, ao retornarem de uma reunião no Centro Espírita Oriente, os confrades Jair Soares e Rafael Américo Ranieri param na antiga Praça de Santa Tereza (atual Praça Duque de Caxias), quando Ranieri relata uma comunicação de seu Guia Espiritual, o “Irmão Altino” – ocorrida quando os dois estavam sentados no meio fio já de madrugada. A mensagem informava que daquele grupo de amigos unidos pelo ideal cristão de fraternidade iria surgir um “movimento grandioso” – fato que se confirmaria mais tarde através do atual Movimento da Fraternidade.

A partir de janeiro de 1947, a Espiritualidade passa a atender enfermos e necessitados através da indicação de medicamentos e passes. Já em 1948, dois anos após a comunicação do espírito Manoel Luiz Soares Gomes, o espírito de Honório Gonçalo, comunicando-se ainda pelo método do copo, afirmou que o tempo do testemunho havia chegado, e ponderou, ainda, que no Rio de Janeiro e em São Paulo já existiam focos de “trabalho ativo”.

Falou, também, sobre a necessidade da formação de um foco de trabalho em Minas Gerais, cujos escolhidos eram os frequentadores do grupo e que a forma de trabalho passaria a ser através de reuniões de materialização, voz e escrita direta.

A enfermidade de Ló e as materializações de espíritos

Um ano após a comunicação do espírito Honório Gonçalo, em 10 de fevereiro de 1949, ocorre um fato aparentemente normal, mas com um grande objetivo. Chovia muito naquela noite, quando dois senhores – Francisco Peixoto Lins (Peixotinho) e Inácio Domingos da Silva (conhecido como “Marechal”) – e uma jovem de nome Laura, todos frequentadores do Grupo Espírita André Luiz, do Rio de Janeiro, batem à porta da residência da família Soares e, desculpando-se pelo avançado da hora em decorrência do atraso do trem, informaram que ali estavam por orientação do amigo Ranieri (que morava no Rio de Janeiro) e tinham o propósito de visitar Francisco Cândido Xavier em Pedro Leopoldo. Jair Soares prontamente os acolheu, oferecendo alimentação e alojamento. 

Na manhã seguinte, os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer Dona Ló, que estava com câncer no pulmão e condenada pela medicina terrena, cujas convicções apontavam para um desencarne em poucos meses.

Nota: A enfermidade apresentada pela Irmã Ló pode ser objeto de pesquisa junto ao periódico ‘Obstetrícia Y Ginecologia Latino-Americanas’, de janeiro de 1945, editado na Argentina, no qual o médico que a atendeu, Dr. Antônio Zeferino Filho – assistente do Dr. Clóvis Salgado -, relatou duas operações efetuadas na irmã Ló (em 27/12/1941 e 11/08/1942) para a correção de distúrbio na parte dos órgãos de reprodução.

Um trecho: “Estertores subcrepitantes em ambas as bases pulmonares, mais abundantes à esquerda. Radiografia feita, no dia imediato, pelo Dr. Flávio Marques Lisboa – observam-se formas infiltrantes disseminadas nos dois terços inferiores dos campos pulmonares em ambos os lados, predominantes à direita, particularmente intensas nas porções supradiafragmáticas das bases. O radiologista pensou em tuberculose, pelo que foi solicitado um exame de escarro, cujo resultado foi negativo pelo Bacilo de Koch. O caso só comportava um diagnóstico: o de corioepitelioma com metástase pulmonar”.

Após intervenções cirúrgicas, a irmã Ló foi considerada curada, sendo que, para infelicidade da família, em 1948, o câncer pulmonar novamente eclodiu e Ló foi desenganada pelos médicos.

Peixotinho, que era um notável médium de efeitos físicos, observando Dona Ló, disse: “Ah, agora percebo o motivo da minha visita em seu lar. Querer visitar o Chico foi a atração, o pretexto, pois vejo a irmã Scheilla com o rosto colado ao de Ló dizendo ser ela sua irmã muito querida e que precisa de tratamento.”

Disse, ainda, que a irmã Scheilla havia solicitado que a viagem a Pedro Leopoldo fosse adiada e que fosse realizada uma reunião na residência da família Soares.

Tal reunião foi realizada nos dias 12 e 13 de fevereiro de 1949, sendo que, ao término da última, o espírito da Irmã Scheilla comunicou que Dona Ló não mais desencarnaria por câncer. (Fato que se comprovou, pois Ló somente desencarnou 22 anos depois, em 18 de janeiro de 1971, por problemas do sistema cardiovascular).

Assim, a partir de 20 de fevereiro de 1949, o grupo, que se reunia ainda na casa da família Soares, passou a se reunir com o objetivo de criar ambiente propício às reuniões de fenômenos de materialização, por orientação da Irmã Scheilla materializada, e do espírito Emmanuel, através do médium Chico Xavier.

Somente a partir de julho de 1949, começaram a aparecer os primeiros fenômenos de efeitos físicos com o auxílio dos médiuns Fábio Machado (indicado por Chico Xavier) e do jovem Ênio Wendling. Nesta data, o agrupamento, recebeu nova denominação: “Grupo da Fraternidade Irmã Scheilla”, sem registro legal.

Com o desenvolvimento das reuniões realizadas no endereço da rua Paraisópolis, 658, no bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte, vieram as primeiras materializações luminosas, fenômenos de transporte de objetos, trabalhos em parafina quente, entre outros, com o concurso dos médiuns do próprio grupo. Tais ocorrências objetivavam a simples demonstração por parte da Espiritualidade Superior do que tinham condições de realizar.

Em setembro de 1949, o espírito Joseph Gléber informou que seriam realizadas algumas mudanças nas reuniões – que teriam, a partir de então, o objetivo de atender aos enfermos e necessitados; ele descreveu algumas orientações do espírito André Luiz ao grupo, sendo as mais relevantes sobre o número de participantes das reuniões – máximo de 10 pessoas.

Além disso, determinou-se que: as reuniões ocorressem três vezes por semana, sendo permitida a participação de apenas dois visitantes por mês – um em cada quinzena; que seria formada uma equipe de visitas que se deslocaria até a residência de enfermos com o intuito de criar ambiente propício ao tratamento realizado pela Espiritualidade Maior; que seria feita uma reunião para as crianças às segundas-feiras, de 14 em 14 dias, tendo ingresso livre os filhos ou parentes de frequentadores e sendo proibida a entrada de crianças em outras reuniões; orientou a abstenção completa de carne nos dias indicados para o trabalho e abstenção total de fumo, álcool e de qualquer outro tóxico por todo o tempo; pediu, ainda, que os frequentadores levassem para as reuniões pensamentos de fraternidade e abandonassem a curiosidade e vontade de assistir a fenômenos, uma vez que o objetivo exclusivo das reuniões seria o de acalmar o sofrimento dos enfermos e produzir um pouco de sossego espiritual e material àqueles que se encontravam à porta do além-túmulo.

Em outra oportunidade, Joseph Gléber ditou o segundo parágrafo de orientações ao Grupo, que culminou com a primeira atividade de visitação aos enfermos, realizada ao sr. Washington Dias, residente na hoje denominada Avenida Santos Dumont. A equipe era formada pelos confrades Jair Soares, João Gonçalves, Ed Soares, José Costa e Laura Soares Gonçalves, que retornaram à reunião após cumprida a programação.

Nas reuniões dos dias 11, 15 e 24 de outubro de 1949, através da escrita direta e psicografia, a Espiritualidade ditou o esboço de estatuto a vigorar no Grupo de Fraternidade. 

Nossos fundadores e o Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla

Em junho de 1952, após orientação do espírito de Scheilla, o Centro Espírita Oriente fundiu-se ao Grupo Irmã Scheilla, surgindo oficialmente o Grupo da Fraternidade Irmã Scheilla, que teve sua primeira diretoria indicada pela Espiritualidade Superior com a seguinte formação:

Ao longo dos anos, novos “Grupos de Fraternidade” foram se formando pelo Brasil. O Movimento da Fraternidade crescia, os planos da Espiritualidade Maior foram sendo executados, destacando-se: fundação do HEAL (Hospital Espírita André Luiz), em 25 de dezembro de 1949, que, por volta de 21 de junho de 1952, se desmembra dos Grupos de Fraternidade; a fundação da CEAL (Casa Espírita André Luiz), cujo primeiro nome foi Casa de Saúde André Luiz; a fundação da OSCAL (Organização Social Cristã André Luiz), que tem por objetivo coordenar e orientar a formação dos Grupos de Fraternidade e o desenvolvimento dos Planos de Trabalho Permanente (PTP); e a CIFRATER (Cidade da Fraternidade), obra comum dos Grupos de Fraternidade, fundada em 20 de dezembro de 1963 e situada no município de Alto Paraíso/GO, a 213 km de Brasília, que tem por objetivo abrigar desamparados indicados pelos Grupos de Fraternidade.

Conselho Superior: (cargo vitalício) Jair Soares, Ênio Wendling e Elvira de Barros Soares (Dona Ló); Conselho Administrativo (cargo vitalício): José Gomes Carvalho, Jaci Menezes de Moraes, Ana Luiza de Jesus, Ed Soares, Jerry Labbate; Diretoria Executiva: (mandato de 1 ano): José Ribeiro da Silva (diretor), Walter Pires Loureiro (tesoureiro), Jarbas Franco de Paula (secretário) e José Persilva Filho (chefe socorrista).

Conforme se observa, muito embora as pessoas jurídicas sejam distintas, torna-se praticamente impossível dissociar a história do Grupo de Estudos Monsenhor Horta do Centro Espírita Oriente, bem como do Grupo da Fraternidade Irmã Scheilla e do Movimento da Fraternidade, uma vez que dois de seus fundadores (Jair Soares e Ed Soares, esposo e filho de Dona Ló, respectivamente) tiveram importantes papéis em referidas agremiações.

Após o desencarne de Dona Ló, ocorrido em 18 de janeiro de 1971, Jair Soares e Ed Soares continuaram a participar ativamente do Grupo da Fraternidade Irmã Scheilla e do Movimento da Fraternidade.

Com o passar dos anos, o peso da idade começou a recair sobre Sr. Jair, que se encontrava com dificuldades para se locomover até a sede do Grupo Scheilla. Foi assim que teve a brilhante ideia de resgatar as reuniões espíritas que ocorriam em sua residência na década de 1940, comunicando a seu filho Ed Soares sua intenção de fundar um grupo de fraternidade.

Fundação do Grupo da Fraternidade Irmã Ló

Foi assim que, em 06 de fevereiro de 1983, o senhor Jair Soares, com o apoio de seu filho Ed Soares, e juntamente com seus filhos e outros colaboradores, fundou o Grupo da Fraternidade Irmã Ló, que recebeu este nome em homenagem à sua amada esposa.

Tal fato ganhou destaque na primeira edição do Informativo do Grupo da Fraternidade Irmã Ló, denominado “Voltando Às Origens (VAO), que em sua primeira edição, em junho de 1983, tinha como matéria de capa um verdadeiro tributo à Irmã Ló, intitulada “Ela deixou Saudades…”.

No início do Grupo Ló, as reuniões de tratamento de desobsessão realizavam-se às segundas-feiras; às quartas realizavam-se as reuniões para desenvolvimento de médiuns e de ambiente com o objetivo de propiciar à Espiritualidade materializar recursos para tratamento de enfermos e, se possível, mostrar-se visível aos assistentes; às sextas, a partir das 20h, iniciava-se a Reunião Pública, sendo que no mesmo horário também havia reuniões para crianças, a chamada Evangelização Infantil.

Desde a fundação também já havia a tarefa de “Visita a Enfermos”. Naquela época, o Grupo possuía um setor denominado “Setor Assistencial à Cidade da Fraternidade”, que visava recolher doações a serem repassadas para tal obra.

Em 12 de junho de 1983, foi realizada a primeira Campanha do Quilo do GFIL sendo que, à época, fora informado que o mentor da tarefa era o espírito do Irmão Manoel Soares (pai do sr. Jair Soares), estando tal atividade vinculada ao “Setor de Amparo às Famílias Carentes Manoel Soares”.

Esta tarefa tinha por objetivo tanto levar o pão material quanto a assistência moral e espiritual às famílias atendidas, os pais seriam encaminhados às reuniões públicas, os filhos à evangelização infantil e seria, ainda, implementado nas residências o “Culto Cristão no Lar”.

Ainda em 1983, quinzenalmente, Edgard Soares (filho de Jair e Ló) promovia o “Encontro dos Sábados”, um curso de relações humanas voltado às necessidades do dia a dia de jovens e adultos. A partir de novembro de 1983, o referido encontro passou a denominar-se “Curso Orientacional e Vivencial”.

Edgard passa a colaborar com o Informativo VAO, lançando a coluna “O Compromisso com a Alegria”, que tinha seu foco no desenvolvimento da autoajuda.

No dia 17 de junho de 1983, através da psicofonia, pela primeira vez se manifesta a Irmã Zizi (Elzira de Barros, irmã de Dona Ló), que falou aos frequentadores da Reunião Pública sobre a alegria em estar presente rememorando momentos felizes. Naquele ano, foi fundada a Livraria Espírita Irmã Zizi.

Já no início do GFIL, em 1983, o Espírito de Scheilla sugeriu que médiuns e colaboradores do grupo deveriam renovar as forças junto à natureza. Assim, foi instituído o “Passeio no Campo”, realizado no último domingo de cada mês em local onde se desfrutava da convivência íntima entre os companheiros de ideal em comunhão com os três reinos da natureza: vegetal, animal e mineral.

Tais passeios, posteriormente, passaram a ser feitos com frequência no “Sítio Galo da Serra”, de propriedade do senhor Melquíades Ruas Teixeira, e de sua e esposa Luci. No dia 27 de maio de 1984, o referido tarefeiro do GFIL resolveu homenagear José Grosso, um dos mentores do grupo, construindo a famosa “Palhoça do Zé”.

A primeira manifestação espiritual em reunião mediúnica no fundado Grupo Ló ocorreu em 02 de dezembro de 1983, quando o espírito de Domingos Pereira Porto manifesta-se por psicofonia através da mediunidade da senhora Maria Filpi.

MEMA: a “menina dos olhos” de Seu Jair

Com o passar dos anos, as crianças da Evangelização foram crescendo e, naturalmente, tendo necessidade de abordar e estudar temas adequados à adolescência e à juventude. O grupo ainda não possuía uma Mocidade.

Em 1988, sr. Jair incumbe aos novos frequentadores e tarefeiros, Heloísa Mafra Bicalho e dr. Inácio Bicalho, a organização e criação de um grupo de jovens na casa.

Heloísa, você assumirá a tarefa da Mocidade!”, afirmava sr. Jair à nova frequentadora que, naturalmente, assustou-se com tal convite e, apreensiva, asseverou não estar ainda em condições de assumir tarefa de tamanha responsabilidade. Seu Jair, a seu turno, com a firmeza de sempre, respondeu: “Converse com Dolores e pode começar logo”. Estava fundada a Mocidade Espírita Maria Alice (MEMA).

Desencarne de Jair Soares

Jair Soares desencarnou aos trinta minutos do dia 03 de agosto de 1992. Ele se achava internado no Hospital Vera Cruz, em Belo Horizonte, para tratamento de afecção cardiovascular.

Como desejava, seu velório foi assinalado por preces e suaves canções espíritas entoadas pelos Corais “Irmã Ló” e “Irmã Scheilla”, dentro do cenário de resignada saudade. Falaram a confreira Ruth Birman e os confrades Pedro Ziviane e Jarbas Franco de Paula.

Da sede do Grupo da Fraternidade Irmã Ló saiu o cortejo, com grande acompanhamento, em direção ao Cemitério da Saudade, na capital mineira.

Após o retorno de Jair ao Mundo Espiritual, os fraternistas do Grupo se sentiram sem rumo, por algum tempo, uma vez que ele administrava com sabedoria e muita disciplina todas as tarefas deste “Castelo de Amor” (forma como carinhosamente o Grupo Ló era denominado por Francisco Cândido Xavier).

Aos poucos foram redistribuídas as tarefas, e juntamente todos os corações se uniram e deram-se as mãos a fim de que a obra na Seara do Mestre, implantada não só no Grupo Ló, mas com extensão nas casas Espíritas, seguisse as normas ditadas pelos Espíritos ao valoroso irmão Jair.

GFIL: celeiro de musicalidade e harmonia

As tarefas não cessaram, e ganharam impulso com o despertar do Grupo Ló para a musicalidade. Paralelamente ao desenvolvimento da tarefa da Mocidade, desenvolvia-se a bandinha do Grupo Ló, que, mais tarde, passou a ser conhecida como Coralzinho da Irmã Ló.

O músico e compositor Emílio Pieroni, já tarefeiro no GFIL, havia gravado um LP (“Conselhos do Além”), no início da década de 1990, homenageando o trabalho espiritual da casa. Ele passa a integrar-se à tarefa do Coralzinho, levando os jovens a um estúdio de um amigo e gravando algumas músicas em fita K7.

Entre 1990 e 1995, os coordenadores da Coralzinho começaram a programar a gravação de um álbum no formato de CD com o objetivo de registrar e divulgar a composição musical de frequentadores do grupo. Destaque-se os nomes de Emílio Pieroni, Marcelo Cláudio, Ismael, Rodrigo e, posteriormente, Denis Soares.

O trabalho foi evoluindo de tal forma que todos decidiram pela gravação do CD por volta de 1997. Os arranjos e produção musical foram feitos por Emílio Pieroni e Marcelo Cláudio Moreira.

O lançamento do CD aconteceu em uma reunião pública especial após palestra proferida por Edgard Soares. Foi um dia de grande alegria.

O Coralzinho da Irmã Ló se apresentava com grande harmonia e sintonia espiritual. Nas palavras de um dos coordenadores, Marcelo Cláudio, “Era um coral mais vibracional que simplesmente musical”.

Com o tempo, integrantes do Coralzinho saíram da casa, assumiram novas atividades, mas deixaram o legado em forma de música e lindas gravações.

Auxiliando a perpetuar a memória musical do Grupo Ló, o ex-integrante do Coralzinho e neto de dona Ló e Jair, Denis Soares, criou o projeto musical “Viajante do Universo”, com gravações de canções da época do Coralzinho, de composições próprias e de muitos autores espíritas.

Denis Soares, literalmente, se tornou um ‘viajante’ a levar a beleza e a harmonia da música espírita aos quatro cantos do Brasil.

GFIL: o “Castelo de Amor” de portas abertas

Com uma rica memória, relevante história e valiosa contribuição para o Movimento Espírita, o Movimento da Fraternidade e a implantação do trabalho fraterno, assistencial e vibracional (inclusive, por meio da música), o Grupo da Fraternidade Irmã Ló segue, há mais de 35 anos, levando suas bandeiras do amor e da fraternidade.

Amparado pelo amor incondicional dos mentores, e prestimosa contribuição de tarefeiros, o GFIL alegra-se por nascer de um grupo familiar para tornar-se uma grande família universal, sediada em sua pequena casinha – singela em dimensões materiais -, mas verdadeiro “Castelo de Amor” para acolher desde os pioneiros tarefeiros aos novos corações que aqui aportam pela primeira vez.

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