Joseph Gleber

Joseph Gleber nasceu em 15 de agosto de 1904, na pequena cidade de Hoffenbach – próxima de Frankfurt -, na Alemanha. Filho de judeus, seu nome, como espírito, foi substituído por esse pseudônimo. Graduou-se em Ciências Físicas em seu país, e se aperfeiçoou um uma universidade de Viena. Casou-se com Herta, também judia, com quem teve dois filhos.

Retornou a Berlim, onde lecionou em escola hebraica. Sua inteligência era invejada nos meios científicos, principalmente, no campo da Física Nuclear. Mantinha relações com os cientistas Albert Einstein e Enrico Fermi, que já se ocupavam das pesquisas do átomo.

No início da década de 1940, fora chamado a integrar a equipe de cientistas arregimentados por Hitler e obrigados a criar um artefato atômico, originando a “corrida da bomba atômica”. O projeto foi dividido em equipes e Gleber teve êxito na execução de sua parte. Porém, sua consciência fervilhava diante da responsabilidade pela catástrofe que o artefato produziria.

Joseph, então, passou a atrasar a entrega do projeto, o que gerou desconfiança de Hitler por possível rebeldia. O führer ameaçou-o e deu-lhe um prazo para conclusão do projeto. Caso contrário, Gleber e sua família seriam executados.

Faltando dois dias para o término, e mal conseguindo dormir, Joseph sentiu seu espírito arrebatado e conduzido para região próxima à crosta terrestre. Diversas entidades o aguardavam e lhe mostraram a hecatombe que iria ocorrer caso entregasse o projeto à Hitler, atrasando o progresso da humanidade.

Joseph Gleber, então, sentiu a consciência em dolorosa luta, que exigia-lhe o sacrifício e de sua família em nome de Jesus. Eles seriam auxiliados durante e após a execução, mas, a decisão final cabia-lhe ao livre-arbítrio. Ao retornar ao corpo, expôs a situação à Herta, que lhe disse: “Pois bem, morreremos juntos!”

Lançou o projeto ao fogo. No dia seguinte, foi ao encontro de Hitler, que o esperava impaciente. Comunicou ao führer que o projeto estava destruído. Em um primeiro momento, o ditador pensou tratar-se de uma brincadeira mas, vendo a seriedade nos olhos de Gléber, ficou enfurecido de ódio. Hitler acusou Gleber de traição à Alemanha e o sentenciou ao forno, junto da família.

O ano era 1942. Fora queimado com seus entes ao som da 3ª Sinfonia de Beethoven junto à porta do crematório, por ironia de Hitler. Todavia, o cientista sentiu cheiro de carne queimada e logo adormeceu, despertando no plano espiritual e cercado de mensageiros do amor, dando-lhe alegremente as boas-vindas.

Uma anotação de Jair Soares, transmitida pelos espíritos, dizia: “Por ele ter sido um cientista renomado, seu nome de encarnado deve permanecer incógnito, definitivamente, por medida de higienização espiritual. Assim, respeitamos o seu direito e a sua vontade.”

Se a bomba atômica tivesse caído nas mãos de Hitler, ele teria esmagado a Inglaterra, destruído os Estados Unidos e, assim, avassalado o mundo, como previam os espíritos. Mas, a coragem e renúncia de Joseph Gleber concorreram para levar o poderio nazista à derrota, em 1945.

Sempre considerando-se um espírito menor, a serviço de Deus, Joseph pediu para não ser considerado grandioso pelos acontecimentos relatados, pois fora apenas personagem ocasional, levado pelas circunstâncias.

Este abnegado espírito materializou-se nas reuniões de tratamento na residência de Jair e Ló, ministrando curas, prescrevendo receitas, orientando tratamentos, e dando testemunhos de fé e palavras de amor. Foi um dos responsáveis por ditar as diretrizes do estatuto do Hospital Espírita André Luiz (HEAL).

Atualmente, é o mentor de vários Grupos de Fraternidade e auxilia no tratamento de enfermidades físicas e espirituais.

Fonte:

– LABBATE, Dante, Materializações Luminosas: Leis Cósmicas em Ação, 2002.

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