Irmã Scheilla

Devotada enfermeira que viveu na Alemanha, Scheilla experienciou sua última encarnação com simplicidade e servindo aos enfermos que a rodeavam. Seu abnegado espírito não se furtou a conviver, também, nos ambientes belicosos, ensinando a paz na guerra e o amor espiritual na ação silenciosa.

Bonita, tez clara, cabelo muito louro, olhos azuis-esverdeados de um brilho intenso, e estatura mediana, sempre com seu avental branco, lá estava Scheilla, preocupada em ajudar, indistintamente.

Ela desencarnou na 2ª Guerra Mundial, em 1943, aos 28 anos de idade, durante o primeiro bombardeio aéreo inglês em Hamburgo, nas proximidades de Berlim. Por estar muito próxima a uma das explosões, o impacto atingiu-lhe a face com grande intensidade. Seu corpo foi consumido pelas chamas de um incêndio quando heroicamente tentou salvar uma criança.

Tudo indica que, algum tempo após o seu desencarne em terras alemãs, vinculou-se às falanges espirituais que atuam em nome do Cristo no Brasil. Segundo informações trazidas por Rafael Américo Ranieri, a figura caridosa de Scheilla surgiu durante uma das primeiras reuniões de materialização, em 1948, iniciadas no Grupo de Orações do médium Francisco Peixoto Lins (o Peixotinho), em Macaé, Estado do Rio de Janeiro.

No final da década de 1940, em Belo Horizonte, Minas Gerais, ela manifestou-se em uma pequena reunião que seria realizada com a finalidade de submeter a tratamento Elvira de Barros Soares (Dona Ló), esposa de Jair Soares. Peixotinho, um dos médiuns de efeitos físicos presntes, viu Scheilla com o rosto colado ao de Ló dizendo: “Esta é uma irmã minha muito querida e que está bastante doente. Foi permitido por Jesus que a curemos.”

No silêncio e na escuridão surgiu a figura luminosa de mulher, vestida de tecidos de luz e ostentando duas belas tranças; nas mãos trazia um aparelho semelhante a uma pedra verde-clara, à qual se referiu como um aparelho emissor de radioatividade, ainda desconhecido na Terra. Com ele fez aplicações em Dona Ló, que estava acometida por um câncer e desenganada pela medicina terrena. 

A enferma curou-se após duas reuniões e desencarnou mais de vinte anos depois, de infarto. Ao materializar-se, Scheilla ainda trazia cicatrizes em seu perispírito, e não se revelava totalmente aos presentes, sempre coberta com roupas alvas e véu branco. Mesmo assim, sua presença sempre foi sentida pela vibração suave e amorosa, além do perfume característico de rosas.

A “Enfermeira do Amor” se tornou mentora de várias tarefas assistenciais, reuniões mediúnicas e de Grupos de Fraternidade, em especial, o Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla, em Belo Horizonte. Enquanto coordenadora na Colônia Espiritual Alvorada Nova, desenvolve, ao lado de Cairbar Schutel, um trabalho forte e muito amplo com dedicação ímpar.

À equipe de trabalho de Scheilla ligam-se muitos desencarnados para a consecução da cura espiritual nos dois planos da vida. Cairbar Schutel, em mensagem psicografada certa vez, assim referiu-se à Irmã Scheilla:

“Scheilla é, para mim, um verdadeiro exemplo de fé, de perseverança, de humildade e, sobretudo, de muito amor. Quem dera pudéssemos todos nós ter uma pequenina parcela de seu infinito desejo de amar! Scheilla vivencia o amor em sua plenitude, fazendo da cura a sua verdadeira face. Ama e trabalha diuturnamente pelo próximo. Outra não foi a recomendação de Jesus quando esteve entre nós! Outra não é a recomendação dos Espíritos que orientaram Allan Kardec na obra de Codificação!”

Fontes:

– www.irmascheilla.org.br;

– GLASER, Abel, Alvorada Nova, pelo espírito de Cairbar Schutel;

– RANIERI, R. A., Materializações Luminosas.

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